5 elementos em projetos residenciais que não são mais essenciais

Arquitetas explicam como a funcionalidade e o bem-estar se tornaram prioridades

Maio 7, 2024 - 17:00
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5 elementos em projetos residenciais que não são mais essenciais

Com o passar do tempo, as prioridades e necessidades em termos de projeto de arquitetura e decoração para residências estão sendo revisitadas. O que antes era considerado imprescindível, pode agora ser repensado à luz das novas realidades e exigências.

“O home office foi uma das transformações mais impactantes, quando as pessoas precisaram adaptar seus lares para as atividades profissionais”, avaliam as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, sócias no escritório Dantas & Passos Arquitetura.

Ainda de acordo com elas, soluções para melhorar a ventilação entre os cômodos e o controle da luz natural também são requisições frequentes de seus clientes. “A evolução da indústria nos ajuda muito nesses desafios ao oferecer inovações como vidros com tecnologias que bloqueiam os raios solares nocivos à saúde”, dizem.

Perguntadas sobre os elementos que se tornaram desnecessários nos projetos de arquitetura residencial, a dupla relacionou os pontos abaixo. Acompanhe:

1. Excesso de paredes

Antes consideradas como delimitadoras dos cômodos e importantes para o senso de privacidade, as paredes internas das áreas sociais seguem com os dias contados, pois a arquitetura convida as pessoas para viverem em ambientes mais abertos e conectados. Essa tendência não apenas amplia a percepção de espaço, como também facilita a comunicação e a interação entre os habitantes da casa. “A compartimentação já é considerada como fora de moda”, avalia Paula. 

A remoção ou a inexistência das paredes também propicia flexibilidade na utilização dos ambientes, uma vez que salas de estar, jantar, cozinha e varanda se convertem em uma unidade adaptável às diferentes atividades do dia a dia. Entretanto, além da convivência, a dupla também argumenta que essa leitura contemporânea dos projetos é benéfica para uma atmosfera mais arejada e iluminada que, por sua vez, contribui para o bem-estar físico e mental dos moradores.

2. Janelas pequenas

A substituição das janelas pequenas não se resume apenas à questão estética, “pois a busca pela integração com a natureza e pela entrada de luz natural pedem vãos de aberturas maiores”, comenta Paula.

O uso de elementos da natureza na decoração ajuda a promover bem-estar Imagem: Ground Picture | Shutterstock

3. Espaços sem bem-estar

Considerando que os imóveis residenciais ganham um outro sentido, já que para muitos é, ao mesmo tempo, morada e local de trabalho remoto, as arquitetas enfatizam que os projetos precisam entregar conforto físico e emocional aos seus ocupantes. “Não tem como imaginar uma casa sem um ponto de lazer. Seja em uma planta baixa menor ou mesmo as mais amplas, é essencial inserir locais que sejam um convite à diversão, descanso ou leitura”, acrescenta Danielle.

Além disso, o contato com a natureza se tornou uma condição essencial e esse movimento ficou ainda mais evidente quando, há quatro anos, o mundo precisou se confinar em casa. “Eu analiso que esse comportamento revelou um sentimento intrínseco ao ser humano, é que o de estar próximo ao natural”, diz Paula.

Dessa forma, jardins verticais na varanda ou mesmos cantos verdes estão mais distribuídos pela casa. “Desse período, surgiram muitos pais e mães de plantas que se descobriram no prazer de cultivar espécies”, completa.

4. Cômodos irrelevantes 

Da entrada à varanda, cada cantinho da casa pode ser transformado para melhor atender às demandas dos moradores. Espaços ociosos são repensados para dar lugar àquilo que faz sentido: desde um home office, uma varanda gourmet, adega ou mesmo a ampliação de um dormitório para a instalação de um closet.

Pensando na saúde e no bem-estar, áreas para exercícios físicos ganham destaque, assim como as áreas de serviço que evocam uma atenção especial para áreas de desinfecção e a organização das roupas sujas e dos sapatos. 

5. Móveis que a casa não precisa mais

A parte dos móveis também passou por mudanças. “A substituição é bastante usual na maioria das reformas, já que o mobiliário deve condizer com as diretrizes do projeto“, indica Paula. Isso acontece, pois durante o processo é comum que os tamanhos dos ambientes sofram alterações, seja pela redução de paredes, criação de outros novos espaços ou mudança no formato. “Por isso, nada de aguardar peças antigas que não façam mais sentido ao momento de vida”, orienta.

Por Cleide Assis

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