5 passos para preparar a parede antes da pintura

Descubra quais são as etapas essenciais para garantir a durabilidade da cor e evitar imperfeições

Maio 15, 2024 - 21:00
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5 passos para preparar a parede antes da pintura

A pintura de paredes vai muito além da mera aplicação de cor. Com técnicas variadas, a execução pode transformar os espaços em ambientes únicos e cheios de personalidade. Portanto, a preparação adequada da superfície antes de aplicar a tinta, especialmente quando se busca efeitos especiais, é crucial para alcançar resultados de alta qualidade e durabilidade. Esse processo inclui etapas que asseguram uma superfície lisa, uniforme e ideal, seja para cobertura padrão ou trabalhos mais elaborados.

“Sem o nivelamento para a aderência adequada da tinta, a parede ficará com um acabamento desigual e insatisfatório”, explica a arquiteta Isabella Nalon, do escritório que leva seu nome. Ela também destaca que esses cuidados são fundamentais para evitar problemas como mofo, manchas, infiltrações, descamação, falta de uniformidade e outras imperfeições.

A seguir, acompanhe as orientações compartilhadas pela profissional em cinco passos essenciais para preparar a parede antes da pintura.

1. Passos básicos

De acordo com arquiteta, o primeiro passo é avaliar o estado da parede. Se ela nunca foi pintada, a recomendação é promover a aplicação de um selador que fechará os poros e ajudará no rendimento da tinta.

“Superfícies porosas ou de elevada absorção como blocos de concreto, gesso e tijolos precisam de uma demão de fundo reparador para criar uma barreira que diminuirá a absorção e um maior gasto de tinta”, orienta Isabella Nalon. No cenário oposto, quando a parede carrega demãos antigas de tinta, é fundamental realizar o processo de remoção dessas camadas para, só então, dar continuidade ao trabalho. 

2. Nivelando a superfície 

Nivelar e reparar danos visíveis como rachaduras, buracos ou descamação da pintura anterior é outra fase importante no processo de manipulação da parede. Para tanto, o trabalho é efetuado com lixas manuais – vale analisar o número de acordo com a demanda –, lixadeiras elétricas e espátulas que assegurarão uma superfície limpa, estável e sem imperfeições.

Segundo Isabella Nalon, rachaduras, buracos e bolhas de ar causadas por umidade, poeira ou reboco fraco precisam ser devidamente tratadas. “Na gestão da obra, analisamos se a questão será melhor resolvida com argamassa, gesso, massa acrílica, corrida ou outros recursos como os conhecidos sela-trincas”, enumera. 

A atmosfera desejada em cada espaço é determinada por texturas, cores e brilhos de materiais diversos Projeto: Isabella Nalon Arquitetura | Imagem: Julia Herman

3. Escolhendo o tipo certo de tinta para formar efeitos especiais 

Conforme explica a arquiteta, a atmosfera que se deseja transmitir em cada espaço se mostra como fator determinante. O intuito é entregar diferentes sensações que vão desde familiaridade, aconchego, sofisticação, rusticidade ou modernidade, expressos por meio de texturas, cores e brilhos de materiais como mármore, concreto ou aço escovado, entre outras possibilidades.

4. Técnicas básicas para criar efeitos especiais  

A execução envolve uma variedade de técnicas eficientes e transformadoras. Como exemplo, pode-se citar o emprego de esponja ou pano como meio de gerar texturas suaves e irregulares com uma cor base para, na sequência, inserir uma segunda cor de forma aleatória.

Outra alternativa trazida pela profissional é o estêncil, opção popular para aplicar padrões intrincados e repetitivos em técnicas de marmorização ou o esfumaçado com gradientes suaves. “O recomendado é sempre seguir as regras dos fabricantes de tintas e contratar um pintor especialista naquele efeito. Nem sempre uma mesma pessoa conta com todas as aptidões“, alerta Isabella Nalon. 

5. Atenção pós-pintura

Após a conclusão da pintura, a profissional ressalta algumas precauções essenciais para preservar a durabilidade e a beleza do acabamento. Dessa forma, ela aconselha evitar batidas com objetos ou móveis, manter a parede livre de umidade excessiva e protegê-la da exposição direta à luz solar.

Quanto a limpeza, indica-se um pano seco e, se necessário, uma esponja macia com detergente neutro e transparente para não danificar o acabamento. 

Por Leonardo Sandoval

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