8 dicas para escolher o piso ideal para a cozinha

Arquiteta explica como alinhar beleza, praticidade e segurança para esse tipo de ambiente

Maio 21, 2024 - 00:00
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8 dicas para escolher o piso ideal para a cozinha

A cozinha é um dos ambientes da casa mais frequentados pelos moradores. Nesse espaço, o contato com a água, fumaça, gordura e pedaços de alimentos que caem no chão também faz parte do dia a dia. Por isso, entre as escolhas para o projeto de arquitetura, é essencial especificar um piso alinhado com o décor e que, ao mesmo tempo, assegure bem-estar e segurança.

Por isso, a seguir, confira 8 dicas para escolher o piso ideal para a cozinha!

1. Escolha o revestimento correto

Com o vasto portfólio que as empresas oferecem, o morador pode se sentir em dúvida sobre qual o revestimento certo para aplicar nas cozinhas. De acordo com a arquiteta Isabella Nalon, à frente do escritório que leva seu nome, o ambiente configura-se como um local que precisa responder três principais requisitos: beleza, praticidade e funcionalidade. 

Ao analisar esses pontos, a decisão será mais correta. “O piso ideal precisa ser fácil de higienizar, resistente e não ser escorregadio. Ao observar essas características, as demais questões estão conectadas ao estilo, gosto dos clientes e proposta do projeto”, explica. Veja com qual tipo você mais se identifica!

a) Porcelanato 

Excelente opção para o cômodo, tanto pela questão estética quanto pela facilidade de limpeza. Pela variedade de dimensões – incluindo os grandes formatos –, o porcelanato também favorece a sensação de amplitude e leveza, sendo ideal para apartamentos pequenos. 

Além disso, é versátil, uma vez que consegue combinar com os elementos decorativos e por não apresentar tanto brilho. “É um tipo de revestimento bastante durável e com uma enorme variedade de tons e texturas, podendo imitar até mesmo outros materiais, como madeira, granito e mármore”, completa Isabella.

b) Pastilhas 

Polivalentes no décor, são seguras, resistentes e produzidas a partir de diferentes materiais como a cerâmica, vidro e porcelana. Possui peças pequenas (5 x 5 cm, por exemplo). A presença do rejunte – em maior volume se comparado ao porcelanato ou as peças cerâmicas –, ajuda na tarefa de mitigar o risco de escorregões e quedas. “Por outro lado, a manutenção precisa ser mais criteriosa, justamente por conta do volume de rejuntamento”, orienta a arquiteta.

c)Vinílico 

Disposto diretamente sobre o cimento, o piso vinílico é de simplificada instalação, resistente, apresenta bons níveis de segurança e um leque de estampas e cores que valoriza ainda mais a decoração. Prático, não deve ser lavado com água em abundância e vassoura.

“Um pano com detergente neutro é eficiente e resolve muito bem”, adverte Isabella. Os modelos que simulam o amadeirado são bastante utilizados por apresentarem um preço por m² inferior à madeira original e proporcionar um bom custo-benefício aos moradores.

2. Combine o piso com o estilo do ambiente 

A decoração da cozinha também passa pelo piso, pois precisa estar alinhado ao estilo do ambiente. As variações de porcelanato com acabamentos lisos ou que simulam os efeitos de mármore são perfeitas quando a intenção é realizar um piso que transmite elegância, enquanto aqueles que remetem à madeira trazem ares mais rústicos ao projeto. Já a utilização de cerâmicas pequenas e pastilhas realçam os aspectos vintage e retrô do décor.

Pisos escuros trazem sofisticação ao ambiente Imagem: Júlia Herman | Projeto: Escritório de arquitetura Isabella Nalon

3. Fique atento às cores 

Com relação às cores, a cozinha com pisos mais escuros tende a agregar uma atmosfera moderna e sofisticada. No contraponto, revestimentos em tons claros transmitem as sensações de limpeza e organização. Contudo, a escolha depende também dos outros elementos e acabamentos que estão na cozinha e nas dimensões. “Um chão escuro não é a melhor saída para locais menores. Nesse caso, os mais claros auxiliam no intuito de ampliar o cômodo”, analisa Isabella.

4. Selecione o piso adequado para área de serviço 

Hoje em dia, muitas cozinhas estão integradas à área de serviço, mas não são todos que se preocupam com a aparência do local. “Eu diria que, no projeto, o cuidado com o piso da cozinha deve ser semelhante ao dedicado para as lavanderias”, analisa a profissional.

Por ser uma área molhada, é preciso selecionar um piso adequado para evitar acidentes, ao mesmo tempo que mantém a proposta decorativa do imóvel. Assim como na cozinha, o piso deve ser revelado com baixa absorção de água e ser resistente ao contato com líquidos e produtos químicos. Assim, peças de cerâmicas, porcelanato ou pastilha são decisões acertadas. 

5. Preste atenção na aplicação 

Mesmo que os moradores já tenham decidido o material e a cor dos pisos para a cozinha, vale prestar atenção em alguns pontos antes da aplicação. Com o preparo diário dos alimentos, gordura e sujeira são inevitáveis neste ambiente. Assim, revestimentos brancos devem ser evitados, pois em pouco tempo ganham a aparência de sujos. 

6. Pesquise sobre o fabricante 

A arquiteta adverte também sobre a qualidade dos materiais. “A resistência a impactos, quedas de utensílio, manchas, uniformidade no tamanho das peças e resistência às manchas de água fazem a diferença. Pesquisar a procedência e a reputação do fabricante são indicadores a serem considerados”, explica.

7. Considere a manutenção do material

A cozinha é um local de preparo de alimentos e, por isso, está sujeita a derramamentos, respingos de óleo, restos de comida e outras substâncias que podem sujar o piso com frequência. Um material que seja fácil de limpar não só facilita a manutenção diária, mas também ajuda a manter o ambiente mais higiênico e seguro, prevenindo o acúmulo de sujeira e bactérias. Nesse sentido, invista no porcelanato, vinílico ou cerâmicas, que são resistentes às manchas e práticos de limpar.

8. Reflita sobre os materiais sustentáveis

Para preservar o meio-ambiente, uma boa alternativa é optar por pisos com materiais ecológicos. Eles podem até ter um custo mais alto, porém têm uma longa vida útil, baixo custo de manutenção e, em casos de revenda, podem agregar valor ao imóvel, já que valorizam a sustentabilidade, uma tendência crescente no mercado.

Por Leonardo Sandoval 

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